Despoluição de praias e rios e acesso à água tratada na PB podem gerar R$ 1,7 bilhão até 2040
05/04/2026
(Foto: Reprodução) João Pessoa Praia de João Pessoa Construção Civil de João Pessoa Construção Civil em João Pessoa
Kleide Teixeira/Arquivo
Investimentos voltados à despoluição de praias e rios na Paraíba podem render até R$ 1,7 bilhão à economia do estado entre 2025 e 2040. A estimativa consta em um estudo do Instituto Trata Brasil e relaciona os ganhos principalmente ao fortalecimento do turismo e à ampliação do acesso à água tratada.
De acordo com o levantamento, o retorno médio estimado supera R$ 108 milhões por ano no período analisado. O impacto econômico está associado à melhoria das condições ambientais de praias, rios e córregos e à redução do lançamento de esgoto sem tratamento, fatores considerados essenciais para a manutenção do fluxo turístico.
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A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, explica que a qualidade ambiental influencia diretamente a experiência do visitante. Segundo ela, o contato com água fora dos padrões ou com esgoto bruto pode gerar problemas de saúde e afastar turistas.
“A partir do momento em que ele toma uma água que não está dentro dos padrões de qualidade, em que ele tem contato com esgoto bruto ao realizar atividades recreativas, há uma chance grande de ter doenças de veiculação hídrica. Isso prejudica as férias desse turista e faz com que ele não queira retornar”, afirmou.
O estudo também indica que aproximadamente 245 milhões de litros de esgoto doméstico ainda são lançados diariamente sem tratamento em rios e praias do estado.
Apesar do cenário, o estudo projeta retorno expressivo com os investimentos. João Pessoa concentra 45,3% dos resultados estimados, seguida por Campina Grande, com 26,5%.
Nesse sentido, a professora de turismo e hotelaria da Universidade Federal da Paraíba, Denise Gadelha, destaca que a existência de áreas ainda preservadas funciona como um diferencial para o estado, embora reconheça que há desafios a serem superados.
“Temos atrativos turísticos preservados, a exemplo da orla de João Pessoa, onde as construções são mais baixas e isso melhora a ventilação da cidade. Só existe turismo quando existe preservação; se não, o visitante encontra mais do mesmo”, disse.
Preservar o meio ambiente pode gerar bilhões para a Paraíba
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