Militar bêbado roda caminhonete em rua após bater e matar motociclista em Campo Grande; VÍDEO
20/06/2026
(Foto: Reprodução) Militar bêbado rodopia caminhonete após bater e matar motociclista em Campo Grande
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que a caminhonete conduzida pelo militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, atinge e mata a motociclista Miriam Rosa Matos, de 44 anos, na Rua Maracaju, no Centro de Campo Grande, na manhã deste sábado (20).
Miriam morreu ainda no local. Após a colisão, a caminhonete girou na pista antes de atingir uma árvore e invadir o estacionamento de uma clínica.
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Nas imagens, é possível ver peças da motocicleta espalhadas pelo asfalto após o impacto da batida. A caminhonete só parou após derrubar uma árvore e atingir a área de estacionamento de uma clínica na rua Maracaju.
Após o acidente, Victor foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino com escoriações. Ele ficou sob escolta da Polícia Militar e foi preso após receber alta médica. Em seguida, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem.
Já na delegacia, Victor Vicentin realizou o teste do bafômetro, que apontou 0,42 mg/L, resultado superior ao limite que configura crime de trânsito, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O caso foi registrado como homicídio simples, lesão corporal dolosa e fuga do local do acidente para evitar responsabilidade penal ou civil.
Motociclista morreu após colisão com caminhonete conduzida por militar.
Redes Sociais/Reprodução
Entenda o caso
Câmeras de segurança mostram caminhonete após acidente.
Câmeras de segurança/Reprodução
O acidente aconteceu por volta das 6h30, no cruzamento da Rua Maracaju com a Rua Padre João Crippa, no Centro de Campo Grande.
Segundo o delegado Édson Caetano, responsável pelo caso, o motorista da caminhonete havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente e dirigia em alta velocidade pela região central.
Miriam conduzia uma motocicleta quando foi atingida pela caminhonete. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. “Tudo leva a crer que ele estava em velocidade incompatível com a via e atingiu a motocicleta”, afirmou o delegado.
Segundo a investigação, antes da colisão fatal o motorista teria atingido outro veículo na Rua Maracaju. Depois da batida com a motocicleta, perdeu o controle da caminhonete, atingiu uma árvore e a grade de uma clínica médica.
Conforme o boletim de ocorrência, policiais constataram sinais visíveis de embriaguez nos ocupantes da caminhonete, como olhos avermelhados, fala alterada, hálito etílico e roupas desalinhadas. No veículo, os policiais encontraram uma garrafa de whisky e latas de cerveja. O material foi apreendido.
Inicialmente, o teste do bafômetro não foi realizado porque o motorista recebeu atendimento médico. Depois da alta, porém, o exame foi feito na delegacia e confirmou a ingestão de álcool. O motorista estava acompanhado de um passageiro, que também recebeu atendimento médico.
O trecho foi isolado para o trabalho da perícia da Polícia Civil. O trânsito na região precisou ser desviado durante o atendimento da ocorrência.
CMO lamenta morte
Em nota, o Comando Militar do Oeste (CMO) informou que Victor está afastado das funções há quase um ano para tratamento de saúde. O órgão afirmou ainda que, após receber alta médica, o militar será encaminhado para uma unidade prisional militar.
Leia a nota na íntegra abaixo:
“O Comando Militar do Oeste informa que o militar em questão encontra-se afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde. Após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça. O Comando Militar do Oeste lamenta profundamente os fatos noticiados e reafirma que o Exército Brasileiro não compactua com condutas que contrariem os princípios éticos, os valores militares e o ordenamento jurídico vigente. A Instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os desdobramentos do caso, nos limites de suas atribuições legais”.